BRASIL LANÇA 325 MIL TONELADAS DE PLÁSTICO NO MAR POR ANO.
― 80% do material não é recolhido e acaba contaminando o Pescado consumido no País.
― Este texto está sendo publicado no jornal O GLOBO, na seção Ecologia; e, em sua versão, no The New York Times - caderno Around the World ―
TODOS
OS DIAS, 890
toneladas de plásticos são despejadas no mar brasileiro. Em
apenas 24 horas, bilhões de itens de plástico
escorrem pelos esgotos e acessam os rios, até invadirem o litoral. São objetos, embalagens e sacos plásticos (e
outros materiais) deixados sobre as areias das praias; além
daqueles que são deixados nos lixões e que são carregados pelas enxurradas. Em suma: UM GIGANTESCO LIXO PLÁSTICO QUE ACABA NO ATLÂNTICO.
Esse plástico, após anos de exposição à agua e à luz, acaba convertido em pequenos e micros fragmentos de plásticos que vão parar dentro dos peixes e crustáceos.
![]() |
| Crédito da imagem: Karol Eslinger (oceanóloga) |
![]() |
| Crédito da imagem: Karol Eslinger (oceanóloga) |
![]() |
| Crédito da imagem: Karol Eslinger (oceanóloga) |
![]() |
| Crédito da imagem: Karol Eslinger (oceanóloga) |
Parte
desse volume colossal de lixo tem sido ingerida por animais marinhos, de todas as espécies, que
morrem contaminados. Outra
parte dessas espécies contaminadas são levadas à nossas mesas, E ENGOLIDAS POR NÓS.
COMPROVAÇÃO CIENTÍFICA.
Os oceanos representam 72% do planeta Terra, contêm mais
de 97% de sua água e produzem metade do oxigênio que
respiramos. A poluição produzida
pelos humanos sempre foi uma ameaça ao meio ambiente e, particularmente,
aos oceanos. Mas o cenário nunca foi tão grave como nos
dias de hoje.
A dimensão da poluição marinha causada
pelo Brasil acaba de ser medida em um estudo inédito feito por cientistas de duas
Organizações voltadas para a preservação oceânica: Oceana e Greenpeace.
Por um ano e meio, os pesquisadores dessas duas Organizações
reuniram estudos técnicos e dados oficiais do governo para avaliar o impacto que o plástico tem causado no mar
brasileiro.
O relatório final expõe a profundidade
e a urgência em se achar uma solução.
Vejamos alguns tópicos desses estudos, embora saibamos que os dados apontados
são,
como dizia Nelson
Rodrigues: o óbvio ululante.
1 – O
Brasil é o maior produtor de plástico da América Latina, responsável por colocar 6, 67 milhões de toneladas desses itens
na vida cotidiana das pessoas, todos os anos.
2 – Uma
enorme parte desse material não é recolhido, e quase 60% vai parar no fundo do mar.
Cruzamento
de informações revela que nada menos de 500 bilhões de plástico são produzidos
anualmente pelo País. Isso equivale a 15 mil itens por segundo! São
copos, talheres, sacolas e embalagens. O
problema se avoluma no momento em que grande parte desse material não é reutilizada, mas sim convertida em objeto de contaminação
no minuto seguinte ao descarte.
Em março do ano passado (2019) o “Ministério” do “Meio Ambiente” (entre aspas, mesmo!) lançou o “Plano Nacional de Combate ao Lixo do Mar”. Um nome impoluto, sem dúvida. Um rótulo para um “Combate” pífio.
Desculpe-nos; mas, aqui carece um certo cálculo; pequeno mas fundamental! Em seis meses neste “cloroquiniano” ano de 2020 a “eficiência governamental" coletou 400 toneladas de resíduos em praias do País. Se compararmos com as 325 mil toneladas que infestam o litoral atlântico, parece-nos ser – se a matemática não nos falha – um avanço e tanto! Ou não?
EM TEMPO:
Quiçá um dia, “ministro Motoserra”, você saia desse chamego; desse puxasaquismo com o capitão Cloroquina, crie vergonha na cara, e vá trabalhar com dignidade!
![]() |
| "Ah!... Aí tem!..." - O ministro Motoserra no aconchego do ombro do Capitão Cloroquina - Crédito da foto: Adriano Machado / REUTERS |
Ou, quiçá tenhamos que apelar para que UM OUTRO HUMORISTA, investido com a faixa presidencial, DIRIJA ESSA POBRE TERRA cabrálica, UM POUQUINHO MELHOR, para amenizar não somente o sofrimento de nossas espécies marítimas, mas a vida de cada um de nós.
FONTES: O Estado de S. Paulo / O GLOBO / The New York Times / Veja-Abril / ISTO É / ÉPOCA / The Washington Post / Folha de S. Paulo / TV Globo / G1 / Jornal de Brasília / Jornal Braziliense / REUTERS / AFP / Jornalistas: Dida Sampaio e Adriano Machado / Oceanóloga Karol Eslinge.
COMENTÁRIOS:
Os
comentários podem ser enviados diretamente para a direção do Blog utilizando-se
do e-mail:
Ou, se
anonimamente, utilizando-se do espaço específico abaixo.




















